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-Qual a importância do jogo com lotação esgotada e o primeiro encontro com o Benfica?
-Quando escolhemos esta carreira é para viver jogos como este. Imagino um rival que vá tentar atacar, procurar o controlo do jogo. Sabem que perder pontos no Dragão pode significar perder a liderança do campeonato e, por isso, têm de procurar os três pontos. E nós também sabemos o que fazer, quais as debilidades do Benfica e os nossos pontos fortes para conseguirmos provocar danos. São jogos de muita importância, onde cada duelo conta muito e marca a diferença. Temos uma forma de competir que não depende do rival. Gostamos de atacar, pensar na baliza adversária, e amanhã isso não vai mudar.
– Há favorito num jogo desta dimensão?
– São jogos especiais, à parte. É indiferente a maneira como as equipas chegam, a posição na tabela. Isso não interessa nestes jogos à parte. Não há favoritos, cada um chega no momento em que chega.
Pensar nos pontos, fazer contas, tira-nos o foco do que realmente temos de fazer, do plano de jogo
-Este clássico poderá ser uma das últimas oportunidades para o FC Porto ainda sonhar com a Champions. Isso pressiona os jogadores, a equipa?
– Olham sempre para a tabela… E já sabem como nós funcionamos, como funciono. Pensar nos pontos, fazer contas, tira-nos o foco do que realmente temos de fazer, do plano de jogo. Quanto melhor desempenharmos o plano de jogo, mais próximos estamos de vencer. Claro que, se vencermos, encurtarmos distâncias. Mas o objetivo não é esse. É como vamos defender, atacar, pressionar, defender a bola parada, atacar a bola parada. E é isso que temos de fazer, dar o máximo como sempre. É isso que nos vai fazer encurtar distância.
–O Presidente declarou que este é o jogo da época. Também acha que é?
– No FC Porto o jogo mais importante é sempre o da época. Sem dúvida que é especial e somos privilegiados por poder amanhã defender estas cores. Eles sabem que não podem perder a liderança no Dragão, por isso, como em todos os jogos, temos de ir em busca dos três pontos.
Como olha para este jogo e que análise faz do momento do Benfica?
– Desde o momento em que escolhemos esta carreira de treinador que sonhamos jogar jogos como este. Sem dúvida que me deixa muito expectante estar com os nossos adeptos em casa e jogar um encontro desta importância. Depois, claro que sabemos quem vamos enfrentar. Preparámos muito bem o jogo, com o foco na nossa tarefa e no nosso trabalho. Vai ser um jogo de muitos duelos, como sempre são estes jogos.
– Deverá repetir o onze. Isso é sinal de que encontrou o seu núcleo-duro? Há uma espécie de ‘cavalo de Troia’ preparado para o Benfica, para atacar alguma fraqueza do adversário, como aconteceu com o Estoril?
– Tem a ver com questões táticas. Cada rival joga de maneira diferente e ataca de forma diferente, os jogadores são diferentes e têm perfis são diferentes. Não é igual pressionar uma defesa onde os dois centrais são esquerdinos e outra onde um é destro e outro é canhoto. Isso determina as formas de pressionar e a partir daí, temos diferentes saltos. Quem um inicia a pressão e outro ajusta. Contra o Estoril, fomos a alterando isso. Primeiro foi o Samu, depois o Rodrigo Mora, voltámos ao Samu, começámos com dois avançados, e depois com três… E depois terminámos com o Gul, o jogo muda e a forma de atacar do adversário também muda e temos de ajustar. O adversário também faz alterações. Nesse sentido, na essência, o que fazemos é sempre o mesmo. Tentamos recuperar a bola para a termos na nossa posse, porque gostamos de ter bola. Agora, como a vamos recuperar? Olhamos para o adversário e decidimos.
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